Consumidores relatam problemas com trocas de milhas por passagens aéreas.

Converter pontos adquiridos em programas de fidelidade em passagens aéreas é a oportunidade de muitos brasileiros para viajar com descontos ou até mesmo sem pagar. Porém, conseguir os trajetos de avião tem sido uma dificuldade para os clientes.

O médico Renato Azevedo Júnior, 57 anos, de Sío Paulo, tinha cerca de 90 mil pontos no programa de fidelidade da TAM. Quando foi trocá-los por uma passagem aérea, no ano passado, ficou surpreso ao descobrir que tinha apenas 2.000 pontos.

“” Eu fiquei sabendo, em uma agência da TAM, que foram emitidas várias passagens para destinos nacionais com os meus pontos, sem a minha autorização.

Renato conta que o problema demorou em ser resolvido.

“” Durante um mês, reclamei do ocorrido com a companhia aérea. Como não tive resposta, entrei em contato com a Proteste, que me ajudou. Pouco tempo depois, a TAM devolveu os meus pontos.

O médico aconselha a todos os clientes de programas de fidelidade que acompanhem o saldo de pontos.

“” Se eu estivesse monitorando meus pontos com frequência, teria resolvido isso antes.

Nos programas de fidelidade e de milhas das companhias aéreas, o cliente pode acumular os pontos ou a milhagem por meio de cartões de crédito ou em viagens feitas com a companhia.

Fique atento í s regras

Segundo a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, esses programas não sío um prêmio, mas um direito do cliente.

“” O consumidor pagou por um serviço, se fidelizou a uma marca e consumiu algo para ter direito a esses pontos ou a essas milhas. Ele tem o direito de utilizar os pontos e milhas acumulados de acordo com as regras estabelecidas pela empresa.

Os órgíos de proteção ao consumidor sugerem que os clientes acompanhem o saldo de pontos desses programas de fidelidade para evitar problemas como o sumiço de milhas. No caso de fraude, o Procon-SP orienta o cliente a registrar a reclamação.

“” Se houver um roubo de milhas, o consumidor deve registrar um B.O. (boletim de ocorrência) em uma delegacia de polícia e reclamar à empresa e ao Procon-SP.

Planeje sua viagem

As companhias aéreas possuem um número limitado de passagens vendidas utilizando as milhas por voo. Então, o cliente que se antecipar tem mais chances de conseguir um lugar, principalmente para destinos como Nova York, Orlando e Miami, nos Estados Unidos.

Maria Inês explica que é comum as empresas cobrarem mais por viagens em períodos de alta temporada.

“” Muitas vezes, não há mais assentos disponíveis nessas épocas. Além disso, quase dobra a quantidade de milhas necessárias para adquirir uma passagem nesses períodos. Por isso, quanto mais cedo o consumidor trocar as milhas por passagens, melhor.

O psicólogo Carlos Rodrigues, 52 anos, também de Sío Paulo (SP), precisou usar os pontos para comprar uma passagem, mas não conseguiu porque a transferência deveria ser feita com pelo menos sete dias de antecedência.

“” Eu tinha as milhas necessárias, mas não poderia usá-las por causa desse período. Isso estava no regulamento, mas eu não havia lido com cuidado.

O R7 selecionou algumas dicas para que a viagem com os descontos não seja apenas um desejo. Confira abaixo:

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Fonte: Portal R7.

Dica do Advogado: Achamos muito útil ao Consumidor a reportagem sobre os inúmeros problemas que tem surgido relacionados a programa de milhagens.

Nío só os programas de milhagem de companhias aéreas, mas também de pontos como Dotz, Multiplus, Bradesco e Itaú tem apresentado algumas graves falhas, desde a não computação de pontos a sumiço de milhagens.

Empresas que trabalham com sistema de milhagem também sío fornecedoras de serviço, ainda que a remuneração seja realizada de forma indireta, portanto devem responder por todos os ilícitos com base no Código de Defesa do Consumidor.

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Marcello Benevides

Marcello Benevides

É fundador e CEO do escritório que leva seu nome, está formado desde 2005. Tornou-se especialista na recuperação de créditos de alta monta, diante da vasta experiência adquirida na realização de Cobrança Extrajudicial e Judicial para Empresas e Instituições Financeiras. Possui Pós-Graduação em Direito Empresarial pela AVM — Universidade Cândido Mendes, além de curso de atualização em Direito do Consumidor pela Fundação Getúlio Vargas — FGV — RJ.