
A homologação de sentença estrangeira é o processo pelo qual o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confere validade jurídica a uma decisão proferida no exterior, permitindo que ela produza efeitos no Brasil. Sem esse reconhecimento, a decisão estrangeira não tem eficácia em território nacional, seja um divórcio, uma guarda, uma pensão alimentícia ou uma condenação cível. O escritório atua em casos complexos com clientes no exterior há mais de quinze anos.

Atualizado em 01/08/2026
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Análise de viabilidade em até 48 horas úteis. Procuração digital via gov.br ou consulado. Acompanhamento eletrônico no STJ — o cliente não precisa vir ao Brasil.
Diagnóstico Rápido · 5 Perguntas
Sua sentença estrangeira pode ser homologada?
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1. Qual é o tipo de decisão a homologar?
2. A decisão já transitou em julgado no país de origem?
3. Você tem a decisão apostilada (Convenção de Haia) ou autenticada em consulado?
4. A outra parte tem interesse em contestar a homologação?
5. Onde você reside atualmente?
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O que é a homologação de sentença estrangeira?
A homologação de sentença estrangeira é o procedimento por meio do qual o Superior Tribunal de Justiça reconhece a validade jurídica de uma decisão proferida por autoridade estrangeira — judicial ou equivalente — para que ela produza efeitos no território brasileiro. Além disso, a base constitucional está no artigo 105, I, “i”, da Constituição Federal, que atribui essa competência exclusiva ao STJ.
Contudo, o STJ não rejulga o mérito da causa. Em vez disso, o Tribunal apenas verifica o cumprimento dos requisitos formais previstos no artigo 963 do Código de Processo Civil e nos artigos 216-C e 216-D do Regimento Interno do STJ. Em outras palavras, o STJ não decide se a sentença foi justa ou injusta — apenas se ela pode ter validade no Brasil.
Portanto, sem a homologação, a decisão estrangeira simplesmente não existe para o ordenamento jurídico brasileiro. Um divórcio realizado nos Estados Unidos, por exemplo, não permite que o brasileiro se case novamente no Brasil antes de homologar. Do mesmo modo, uma condenação por cobrança proferida em Portugal não pode ser executada contra bens no Brasil sem passar pelo STJ.
Quem precisa da homologação de sentença estrangeira?
A necessidade de homologação atinge um conjunto amplo de situações. Ademais, o perfil dos clientes que buscam esse serviço vai muito além dos casos de divórcio, embora estes representem o maior volume no STJ.
Casos mais frequentes na prática do escritório
Em primeiro lugar, estão os brasileiros que se divorciaram no exterior e precisam averbar a decisão no registro civil brasileiro para casar novamente ou regularizar a partilha de bens. Igualmente frequentes, os pais separados internacionalmente que precisam do reconhecimento de decisões sobre guarda, visitas e alimentos para execução no Brasil.
Por outro lado, empresas e empresários que obtiveram sentenças condenatórias no exterior — cíveis, comerciais ou arbitrais — buscam executar o devedor sobre bens localizados em território nacional. Do mesmo modo, situações envolvendo herança, adoção internacional, interdição e outros temas de família e sucessões demandam esse procedimento.
A exceção do divórcio consensual puro
O CPC de 2015 eliminou a exigência de homologação para o divórcio consensual simples — aquele que trata apenas da dissolução do casamento, sem envolver guarda de filhos, alimentos ou partilha de bens. Nesse caso específico, a sentença estrangeira pode ser levada diretamente ao cartório de registro civil brasileiro para averbação, conforme regulamentado pelo Provimento 149/2023 do CNJ.
Portanto, havendo qualquer envolvimento de guarda, alimentos ou partilha, a homologação pelo STJ continua obrigatória. Essa distinção é sutil e frequentemente mal interpretada — muitos escritórios não especializados ainda orientam clientes a buscar homologação em casos que dispensam o procedimento.
Requisitos legais para homologação de sentença estrangeira
Os requisitos estão previstos no artigo 963 do CPC e nos artigos 216-C a 216-N do Regimento Interno do STJ. Em síntese, cinco pilares precisam estar presentes para que o Tribunal defira a homologação.
A autoridade que proferiu a decisão precisa ter competência para julgar a causa segundo as regras de direito internacional aplicáveis.
Igualmente, a parte contrária precisa ter sido citada regularmente no processo estrangeiro, ou a revelia deve estar legalmente configurada.
Ademais, a decisão precisa ser definitiva no país de origem — ou seja, não pode caber mais recurso segundo a lei estrangeira aplicável.
Se o país de origem aderiu à Convenção de Haia, basta a apostila. Por outro lado, sem adesão, torna-se necessária autenticação consular. Ainda, a tradução juramentada é sempre obrigatória.
Por fim, a decisão não pode contrariar a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou princípios fundamentais do direito brasileiro.
Documentos necessários para o pedido
A montagem correta da documentação é decisiva. Além disso, um pedido mal instruído sofre exigência do relator, o que atrasa em meses o julgamento. Igualmente, documentos apostilados incorretamente podem levar à extinção do processo sem análise de mérito.
Como funciona o processo no STJ passo a passo

O processo tramita eletronicamente no STJ, o que representa uma vantagem operacional relevante para clientes que residem no exterior. Em síntese, o rito segue seis etapas bem definidas, cada uma com suas particularidades.
Etapa 1 — Protocolo da petição inicial
O pedido é protocolado eletronicamente pelo advogado, endereçado ao Presidente do STJ, com pagamento das custas judiciais e juntada de toda a documentação apostilada e traduzida. Em seguida, o processo é autuado como HDE (Homologação de Decisão Estrangeira) e distribuído a um ministro relator.
Etapa 2 — Análise inicial pelo relator
O ministro relator verifica se a petição preenche os requisitos formais e se a documentação está completa. Caso identifique falhas, determina emenda com prazo específico. Contudo, exigências mal atendidas podem levar à extinção do processo — motivo pelo qual a peça inicial precisa ser tecnicamente impecável.
Etapa 3 — Citação da parte contrária ou dispensa
Se o autor apresentou anuência expressa da outra parte, essa etapa é dispensada. Caso contrário, o STJ determina a citação — por carta rogatória se a parte residir no exterior, por carta de ordem se residir no Brasil. Assim, essa fase pode adicionar meses ao processo, sobretudo em países sem acordo de cooperação jurídica com o Brasil.
Etapa 4 — Manifestação do Ministério Público Federal
O MPF opina obrigatoriamente sobre o pedido, atuando como fiscal da ordem jurídica. Em regra, quando os requisitos estão presentes, o parecer é favorável. Contudo, o MPF pode apontar falhas de citação, ofensa à ordem pública ou outros vícios que exigem manifestação do requerente.
Etapa 5 — Julgamento pela Corte
Casos incontroversos recebem julgamento monocrático do presidente do STJ. Por outro lado, casos contestados vão à Corte Especial, que decide em colegiado. Dessa forma, a decisão pode ser total (homologação integral), parcial (homologação de partes específicas) ou negativa (recusa da homologação).
Etapa 6 — Expedição da carta de sentença e execução
Homologada a sentença, o STJ expede a carta de sentença estrangeira. Em seguida, essa carta permite a execução no juízo federal de primeiro grau competente, conforme o artigo 965 do CPC. Por outro lado, em casos de divórcio, a averbação ocorre diretamente no cartório de registro civil, sem necessidade de execução judicial.
Sua decisão foi proferida no exterior? Vamos avaliar a viabilidade.
Motivos de recusa na homologação de sentença estrangeira
Ainda que o STJ não rejulgue o mérito, existem barreiras substantivas que podem impedir o reconhecimento. Portanto, conhecer essas barreiras é decisivo antes de iniciar o processo — evita meses de tramitação para uma decisão negativa.
Decisões que contrariem princípios fundamentais do direito brasileiro — dignidade humana, devido processo legal, isonomia — não são homologadas.
Igualmente, decisões que interfiram indevidamente em matérias de competência exclusiva da Justiça brasileira sofrem recusa.
Se a parte contrária não teve oportunidade real de defesa, o STJ recusa a homologação — mesmo com trânsito em julgado no país de origem.
Ademais, a autoridade estrangeira precisava ter competência legítima para julgar a causa segundo regras de direito internacional.
Por fim, decisões ainda recorríveis no país de origem não podem ser homologadas — é preciso aguardar o esgotamento dos recursos.
Prazos e atendimento remoto na homologação
O tempo de tramitação varia conforme a complexidade e, sobretudo, conforme haja ou não contestação. Ademais, casos com anuência expressa da outra parte podem ter julgamento em poucos meses. Por outro lado, casos contestados podem levar mais de um ano.
O processo tramita 100% eletronicamente no STJ. Assim, o cliente pode residir em qualquer país do mundo — Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Japão, Austrália — e ser representado remotamente. Igualmente, a procuração pode receber assinatura digital via gov.br (Prata ou Ouro) ou no consulado brasileiro local.
Caso conduzido pelo escritório
Caso conduzido pelo escritório
Homologação de divórcio suíço com partilha de imóveis no Brasil
Perfil do caso: executiva brasileira residente em Zurique, casada com cidadão suíço, com dois imóveis no Rio de Janeiro adquiridos durante o casamento. Além disso, o divórcio consensual havia sido homologado em tribunal cantonal suíço em 2024, com sentença de partilha específica sobre os bens localizados no Brasil.
Desafio: a sentença suíça continha cláusula de partilha que atribuía os imóveis brasileiros à cliente. Contudo, sem homologação no STJ, a partilha não podia ser averbada no registro de imóveis do Rio, e a cliente permanecia impedida de vender ou financiar os bens.
Estratégia adotada:
- Procuração digital via gov.br Ouro — assim, a cliente não precisou vir ao Brasil.
- Obtenção de apostila de Haia em Zurique e, em seguida, tradução juramentada no Rio de Janeiro.
- Petição inicial instruída com anuência expressa do ex-cônjuge — dessa forma, dispensou-se a citação por carta rogatória.
- Acompanhamento eletrônico do processo com atualizações semanais à cliente.
Resultado: homologação deferida monocraticamente pelo Presidente do STJ em pouco mais de seis meses. Em seguida, a averbação da partilha no registro de imóveis foi realizada, permitindo à cliente a venda de um dos apartamentos.
Caso real anonimizado. Dados, identidades e detalhes específicos foram alterados para preservar o sigilo profissional. Cada caso é único — os resultados não são garantia de desfecho idêntico em outras situações.
Por que contratar advogado especialista em homologação?
Diferenciais do escritório na condução de HDE
| Atendimento remoto integralProcuração via gov.br ou consulado, reuniões por vídeo, entrega documental via correios ou digital. | Experiência com cortes estrangeirasAtuação recorrente com decisões dos EUA, Portugal, Espanha, Suíça, Alemanha, Reino Unido, Japão e Austrália. |
| Análise prévia de viabilidadeAntes de aceitar o caso, avaliamos os cinco requisitos legais e sinalizamos riscos de recusa. | Acompanhamento eletrônico ativoMonitoramento diário do processo no STJ, com atualizações periódicas por e-mail ou WhatsApp. |
Perguntas frequentes sobre homologação de sentença estrangeira
Preciso de advogado para homologar sentença estrangeira no Brasil?
Sim. O artigo 216-A do Regimento Interno do STJ exige que o pedido de homologação seja subscrito por advogado inscrito na OAB. Além disso, a complexidade documental e a necessidade de peça tecnicamente impecável tornam a atuação especializada decisiva para o sucesso do pedido.
Qual o tribunal responsável pela homologação?
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), com sede em Brasília, é o único órgão competente para homologar sentenças estrangeiras no Brasil. Ademais, a competência está prevista no artigo 105, I, “i”, da Constituição Federal. Por fim, o processo tramita eletronicamente, o que dispensa deslocamento à capital federal.
Quanto tempo demora o processo de homologação?
Casos com anuência expressa da outra parte podem ter julgamento monocrático em poucos meses. Contudo, casos contestados ou que exijam citação por carta rogatória podem levar mais de um ano. Portanto, a estratégia de obter a anuência prévia — quando viável — acelera drasticamente o processo.
Quanto custa homologar uma sentença estrangeira?
O custo envolve três componentes distintos: custas judiciais do STJ conforme tabela oficial, tradução juramentada que varia conforme idioma e volume documental, e honorários advocatícios que dependem da complexidade do caso e do país de origem. Ademais, o escritório oferece análise inicial de viabilidade sem compromisso pelo WhatsApp.
Preciso vir ao Brasil para homologar minha sentença?
Não. O processo é 100% eletrônico. Assim, a procuração pode receber assinatura digital via gov.br (níveis Prata ou Ouro) ou no consulado brasileiro do país de residência. Ademais, toda a documentação pode ser enviada digitalmente ou pelos correios. Por fim, as reuniões ocorrem por vídeo em qualquer fuso horário.
Divórcio consensual precisa ser homologado?
Depende. O divórcio consensual simples — aquele que trata apenas da dissolução do casamento, sem partilha, guarda ou alimentos — não precisa de homologação desde o CPC de 2015. Em vez disso, a averbação é feita direto no cartório brasileiro, conforme Provimento 149/2023 do CNJ. Contudo, havendo qualquer envolvimento de bens, filhos ou pensão, a homologação pelo STJ continua obrigatória.
O STJ pode negar a homologação da minha sentença?
Sim, em cinco situações principais: ofensa à ordem pública brasileira, violação da soberania nacional, citação irregular no processo estrangeiro, incompetência do juízo estrangeiro ou ausência de trânsito em julgado. Portanto, a análise prévia de viabilidade evita meses de tramitação para uma decisão negativa.
O que acontece depois que a sentença é homologada?
A sentença passa a ter validade no Brasil e pode ser executada. Em casos de divórcio, a homologação é averbada diretamente no cartório de registro civil. Por outro lado, em casos cíveis e comerciais, a execução ocorre no juízo federal de primeiro grau competente, conforme o artigo 965 do CPC. Do mesmo modo, em casos de guarda e alimentos, a decisão passa a ser executada nas varas de família brasileiras.
Sentença arbitral estrangeira também precisa ser homologada?
Sim. Ademais, sentenças arbitrais estrangeiras seguem procedimento próprio de homologação no STJ, previsto na Lei 9.307/1996 (Lei de Arbitragem) e nos artigos 216-K a 216-N do Regimento Interno do STJ. Igualmente, o rito é semelhante ao das sentenças judiciais, com algumas particularidades quanto aos documentos exigidos.
O que dizem nossos clientes

Clientes atendidos em casos internacionais
Avaliações verificadas no Google
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“Profissionais altamente capacitados, que conduziram com excelência meu caso. Agradeço especialmente a Dra. Maria Helena que, com maestria, me deu todo o suporte necessário.” Priscila Barbieri |
“Excelente atendimento no Direito de Família. A Dra é extremamente competente, atenciosa e transparente em todas as etapas do processo. Senti total segurança no trabalho realizado.” Nathalia Nogueira |
“Quero agradecer toda equipe, em especial a Dra. Maria Helena. Pude estar com minha filha novamente depois de tantos meses. Muito obrigado por cada passo e cada luta. Gratidão.” Claudio Júnior |
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“Experiência excepcional. Fui acolhido desde o primeiro contato, com profissionalismo e humanidade. Conduziram tudo com cuidado e empatia, trazendo tranquilidade em um momento delicado.” Daniel Sabino |
“Atendimento excelente, desde o primeiro contato até fechar com o escritório. Foram muito solícitos e transparentes. Resolveram tudo da melhor forma possível.” Ariana Medeiros |
“Atendimento de excelência. Me senti seguro e bem assessorado em todas as fases do processo. Recomendo sem hesitação.” Andrey Guerra |
Sua decisão foi proferida no exterior. Vamos torná-la válida no Brasil.
Análise de viabilidade em até 48 horas úteis. Procuração digital via gov.br ou consulado. Acompanhamento eletrônico do STJ com atualizações periódicas — em qualquer fuso horário.

Advogada com mais de 15 anos de atuação em Direito de Família Internacional, homologação de decisões estrangeiras no STJ, guarda internacional de crianças e defesa dos homens no Direito de Família. Ademais, é pós-graduada pela PUC-RJ, EBPÓS e Cândido Mendes. Igualmente, integra o IBDFAM.


