7 fatores que influenciam o valor do Inventário Extrajudicial

Marcello Benevides Asset 96x96

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Quando um ente querido falece, a família enfrenta a dor da perda e ainda precisa resolver várias questões legais, sendo o inventário uma das mais comuns. Muitas famílias hoje optam por um processo mais rápido e menos burocrático: o inventário extrajudicial. Porém, uma dúvida que sempre aparece é: qual é o valor do inventário extrajudicial?

Essa pergunta, aparentemente simples, envolve uma série de fatores que influenciam diretamente nos custos, como o tipo de bens deixados, a existência de dívidas, os honorários advocatícios e até mesmo a localização do cartório. Por isso, entender quanto custa um inventário e como calcular o valor de um inventário pode evitar surpresas desagradáveis e garantir que o processo ocorra da maneira mais eficiente possível.

7 fatores que influenciam o valor do Inventário Extrajudicial

Neste artigo, você vai descobrir exatamente quais são os 7 fatores que influenciam o valor do inventário extrajudicial, entender o papel do advogado nesse processo, conhecer tabelas de preços reais, e ainda receber dicas valiosas para economizar sem comprometer a legalidade.

Se você quer saber quanto custa fazer inventário, qual a porcentagem do advogado no inventário, ou mesmo como calcular o valor do inventário de um imóvel, continue lendo.

Caso tenha interesse em contratar nossos serviços, entre em contato conosco. Nossos canais de contato são: Por e-mail: contato@marcellobenevides.com, por telefone: Rio de Janeiro: 21-3217-3216 / 21-3253-0554Celular  21-99541-9244logo_whatsapp_con_sombra_sin_fondo02_4(Clique aqui para falar direto no WhatsApp). Ou  através de um pequeno formulário, para acessá-lo clique aqui.


I. Entendendo o Inventário Extrajudicial

O inventário extrajudicial é uma alternativa legal criada pela Lei nº 11.441/2007 que permite a partilha de bens de forma rápida, prática e direta em cartório, sem a necessidade de um processo judicial — desde que alguns requisitos sejam cumpridos. Quem deseja entender o valor do inventário extrajudicial precisa, antes de tudo, compreender como esse procedimento funciona e em quais situações se aplica.

I. a) Diferença entre inventário judicial e extrajudicial

A primeira grande distinção está no tempo e na burocracia. O inventário judicial ocorre na justiça, exige a nomeação de um inventariante, obedece prazos legais e depende de uma decisão do juiz para que os bens possam ser partilhados. Isso costuma tornar o processo mais lento, com duração que pode ultrapassar anos, especialmente quando há conflitos entre os herdeiros.

Já o inventário extrajudicial, como o próprio nome indica, é feito fora do Judiciário, diretamente em cartório, por escritura pública. É muito mais rápido — muitas vezes concluído em até 30 dias — e menos oneroso. Mas não é todo caso que se enquadra nessa modalidade.

Para que o inventário seja extrajudicial, é necessário que:

  • Todos os herdeiros sejam maiores de idade e capazes;

  • Haja consenso absoluto entre as partes;

  • Não existam dívidas tributárias relevantes ou litígios sobre o patrimônio;

  • A presença de um advogado seja garantida — sim, mesmo sendo feito em cartório, é obrigatória a atuação de um advogado.

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I. b) Quando optar pelo inventário em cartório

Em muitos casos, a escolha pelo inventário extrajudicial não é apenas mais econômica, mas também emocionalmente mais leve para os envolvidos. Dessa forma, quando todos os herdeiros estão em acordo, não há necessidade de prolongar a dor com processos demorados.

Além disso, o inventário extrajudicial pode ser utilizado tanto para:

  • Inventariar bens móveis e imóveis, como casas, terrenos, veículos, contas bancárias, aplicações financeiras;

  • Resolver questões fiscais, como ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que é obrigatório em ambos os tipos de inventário;

  • E até mesmo em partilhas sem bens, quando o objetivo é regularizar a situação sucessória sem valores envolvidos.

É nesse ponto que surge a primeira influência no custo: o tipo e quantidade de bens. Imóveis de alto valor, por exemplo, exigem guias de ITCMD mais altas e custas notariais proporcionais, aumentando diretamente o valor do inventário extrajudicial.

Compreender o que é e como funciona o inventário em cartório é o primeiro passo para calcular seus custos com precisão. Afinal, quanto custa fazer um inventário não depende apenas do valor patrimonial, mas de como e onde o processo será conduzido.

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II. 7 Fatores que Influenciam o Valor do Inventário Extrajudicial

Saber quanto custa para fazer um inventário extrajudicial exige entender que o valor não é fixo, e sim variável conforme diferentes condições do processo. A seguir, detalhamos os 7 principais fatores que influenciam o valor do inventário extrajudicial, desde aspectos patrimoniais até custos cartoriais e honorários de profissionais envolvidos.

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1) Tipo de bens e complexidade do patrimônio

O primeiro fator determinante é o tipo de bens deixados pelo falecido. Imóveis, veículos, aplicações financeiras e participações societárias exigem diferentes níveis de avaliação e documentação. Por exemplo, um imóvel rural com matrícula desatualizada pode gerar mais despesas e exigências do que um apartamento regularizado.

Além disso, a complexidade também impacta o valor. Um inventário com bens localizados em diferentes estados, ou com cotas empresariais, pode demandar documentação extra e até múltiplos registros, elevando os custos.

2) Número de herdeiros

O número de beneficiários exerce influência direta sobre os honorários advocatícios e sobre as certidões exigidas. Isso porque, quanto maior for o número de herdeiros, maior será também o volume de documentos e declarações necessárias e, consequentemente, mais elevado se tornará o custo do inventário.

Além disso, a necessidade de reunir todos para assinar documentos pode causar atrasos, o que também pode impactar o valor final se houver cobrança por prazos urgentes.

3) Valor do imóvel

O valor do imóvel é talvez o ponto mais impactante no cálculo do ITCMD — o imposto estadual sobre herança. Esse tributo é normalmente de 4% a 8% sobre o valor venal ou de mercado do imóvel, conforme o estado. Isso significa que um apartamento de R$ 1 milhão pode gerar até R$ 80 mil apenas de imposto.

Além disso, o cartório costuma cobrar emolumentos proporcionais ao valor dos bens inventariados, o que reforça ainda mais a importância da correta avaliação patrimonial.

4) Localização do cartório

Cada estado tem sua própria tabela de custas cartoriais. Um inventário em cartório no Rio de Janeiro pode sair muito mais caro do que em estados como Goiás ou Minas Gerais. Por isso, quem pergunta “inventário em cartório quanto custa?” precisa considerar a jurisdição onde será feito o registro.

5) Dívidas do falecido

Dívidas deixadas pelo falecido não impedem o inventário extrajudicial, mas podem implicar na necessidade de reservar bens para pagamento ou acordos com credores, o que também gera custos extras e requer acompanhamento jurídico mais específico.

6) Necessidade de advogado

Apesar de ser feito fora do Judiciário, o inventário extrajudicial exige obrigatoriamente um advogado. Os advogados cobram honorários de forma fixa ou proporcional, aplicando percentuais que variam de 2% a 10% do total partilhado.

Quem pesquisa quanto um advogado cobra para fazer inventário ou qual a porcentagem no inventário precisa entender que o contrato define esse valor e que ele impacta diretamente no custo total.

7) Urgência e prazos envolvidos

Se os herdeiros precisam do inventário rapidamente para vender um imóvel ou acessar uma conta bancária, eles conseguem agilizar o processo, mas pagam custos adicionais. Cartórios cobram taxa de urgência e alguns advogados podem cobrar honorários extras pelo cumprimento de prazos curtos.


III. Honorários Advocatícios no Inventário: Quanto cobra um advogado?

Ao procurar entender o valor do inventário extrajudicial, muitos se deparam com dúvidas sobre os honorários advocatícios. No entanto, é importante esclarecer que, mesmo sendo um procedimento realizado em cartório, a presença de um advogado é obrigatória por lei. Isso assegura que todos os trâmites sigam as normas legais e que os herdeiros estejam devidamente assessorados durante todo o processo.

III. a) A importância do advogado em um inventário

O inventário extrajudicial pode ser mais rápido e econômico, mas a segurança jurídica depende de uma assessoria técnica de qualidade. Nosso escritório, por exemplo, atua acompanhando desde a organização dos documentos até a lavratura final da escritura, garantindo que tudo ocorra sem erros ou atrasos.

Entre as responsabilidades de um advogado nesse processo estão:

  • A correta apuração dos bens e dívidas;

  • A orientação sobre o pagamento do ITCMD;

  • A elaboração da minuta da escritura pública;

  • O apoio na resolução de dúvidas e divergências entre herdeiros, se houver.

Contar com profissionais especializados evita dores de cabeça futuras e assegura que a partilha dos bens aconteça da forma mais justa e eficiente possível.

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III. b) Como são definidos os honorários?

Muitos clientes nos perguntam: quanto custa para fazer um inventário com advogado?” ou “qual a porcentagem do advogado no inventário extrajudicial?”. A verdade é que a lei não fixa um valor padrão, pois os advogados ajustam os honorários conforme a complexidade e as particularidades de cada caso.

No nosso escritório, os valores são estabelecidos com base em:

  • Tipo e volume de bens inventariados;

  • Quantidade de herdeiros;

  • Localização dos bens;

  • Urgência na condução do processo;

  • Demandas extras como regularização de imóveis, veículos ou empresas.

O advogado analisa, primeiramente, todos esses aspectos durante a consulta e, em seguida, orienta o cliente de maneira clara e objetiva. Além disso, ele formaliza a proposta em contrato, o que garante total transparência tanto em relação aos serviços oferecidos quanto ao valor previamente acordado.


IV. Como economizar no Inventário Extrajudicial?

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Os herdeiros sempre buscam reduzir os custos do inventário, especialmente em momentos delicados em que precisam regularizar imóveis, veículos ou contas bancárias.

Organize a documentação com antecedência: Os herdeiros evitam atrasos e custos extras quando organizam a documentação antecipadamente. Certidões vencidas, matrículas desatualizadas e falta de comprovantes geram retrabalho e novas taxas.

Planeje a questão tributária: O ITCMD representa, portanto, um dos principais custos envolvidos no valor do inventário extrajudicial. Por essa razão, avaliar o patrimônio de forma adequada e planejar o momento de abertura do inventário torna-se essencial, já que pode reduzir significativamente o impacto tributário. Além disso, é o advogado quem orienta cada família sobre a melhor forma de declarar os bens e, ao mesmo tempo, calcula corretamente o imposto, evitando, assim, cobranças indevidas.

Negocie os honorários advocatícios: Os honorários advocatícios de inventário não seguem, portanto, uma tabela única. Isso acontece porque cada caso exige uma análise própria e individualizada. No nosso escritório, avaliamos não apenas o patrimônio, mas também a quantidade de herdeiros e a complexidade do processo, antes de apresentar uma proposta clara. Dessa forma, essa postura permite que o cliente negocie condições personalizadas e, consequentemente, tenha garantias de transparência e segurança.

Evite prazos de urgência: Quando os herdeiros correm contra o tempo, aumentam os custos do inventário. Cartórios aplicam taxas de urgência, e advogados podem cobrar adicionais para processos acelerados. Por isso, quem inicia o inventário de forma planejada economiza e evita gastos extras apenas para cumprir prazos curtos.

Conte com especialistas desde o início: Economizar no inventário não significa cortar etapas. Pelo contrário, significa fazer tudo da forma correta. Ao contratar um escritório de advocacia especializado, os herdeiros recebem orientação completa sobre documentos, tributos e prazos. Isso evita erros, retrabalho e despesas que poderiam ser facilmente prevenidas.


V. Perguntas Frequentes sobre os valores Inventário Extrajudicial:

Ao lidar com o inventário extrajudicial, muitas famílias se deparam com dúvidas recorrentes. Abaixo, reunimos as questões mais comuns para esclarecer os pontos que geram mais incertezas no processo.

1) Quanto custa fazer um inventário extrajudicial?

O valor de um inventário depende, portanto, de diferentes fatores, como o patrimônio envolvido, o ITCMD, as custas do cartório e os honorários do advogado. Como cada caso é único, não há um preço fixo estabelecido. Por isso, o ideal é sempre consultar um advogado especializado, que poderá oferecer uma estimativa personalizada e, consequentemente, mais precisa para a situação específica da família.

2) Inventário em cartório quanto custa em comparação ao judicial?

O inventário em cartório costuma ser mais rápido e menos oneroso do que o judicial, justamente por evitar etapas processuais demoradas. Porém, os custos ainda variam conforme os bens e a complexidade do caso.

3) Quanto cobra um advogado para fazer inventário extrajudicial?

Não existe tabela obrigatória para esse serviço. Os honorários variam conforme a complexidade, o número de herdeiros e os bens envolvidos. O valor é ajustado em contrato, sempre de forma transparente entre cliente e escritório.

4) Como calcular o valor do inventário de um imóvel?

Você deve considerar o valor venal do imóvel (geralmente o da prefeitura), aplicar a alíquota do ITCMD definida pelo estado e acrescentar as custas cartoriais e os honorários advocatícios.

5) Qual a porcentagem do advogado no inventário?

Em alguns casos, os advogados utilizam percentuais sobre o valor total inventariado; em outros, fixam um valor global para o serviço. Tudo depende do acordo firmado entre cliente e profissional.

6) Quanto custa para fazer um inventário de veículo?

Inventariar um veículo costuma ter custo menor que inventariar imóveis, mas o processo ainda exige advogado, pagamento de ITCMD (quando aplicável) e a lavratura de escritura no cartório.


Conclusão

Por fim, calcular o valor do inventário extrajudicial exige muito mais do que observar uma tabela de custos. O tipo de patrimônio, o número de herdeiros, o ITCMD, as custas do cartório e os honorários advocatícios influenciam diretamente no resultado final.

Quando você organiza a documentação, planeja o pagamento de tributos e conta com um advogado especializado, conduz o processo com segurança, reduz gastos e evita atrasos. Assim, em vez de apenas perguntar “quanto custa um inventário?”, você garante que o procedimento ocorra da forma correta.

No nosso escritório, orientamos cada cliente de forma personalizada, explicamos todas as etapas e conduzimos o inventário de forma rápida, transparente e legal. Se você precisa iniciar o processo ou deseja esclarecer dúvidas, fale conosco. Estamos prontos para ajudar.

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    MARCELLO BENEVIDES

    MARCELLO BENEVIDES

    Advogado e sócio majoritário do escritório de advocacia Marcello Benevides Advogados Associados. Possui mais de 20 anos dedicados ao estudo do direito. Centenas de artigos jurídicos publicados sobre o tema. Vasta experiência em ações ligadas ao Direito de Família e Sucessões, tais como: Planejamento Sucessório e Holding, Inventário Extrajudicial e Judicial, Testamentos e Arrolamento Sumário, Partilha de Bens, Divórcios, Guarda e Pensão Alimentícia. MBA em Holding e Planejamento Societário pela Escola Brasileira de Pós-Graduação (EBPÓS). Pós-Graduado em Direito Empresarial e dos Negócios pela AVM - Universidade Cândido Mendes. Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

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